CAF dá cartão vermelho à Angola

CAF dá cartão vermelho à Angola

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O que se passa, afinal com o futebol angolano? A Confederação Africana de Futebol(CAF), recentemente, veio à público comunicar que Angola nas próximas três edições das Afrotaças só terá dois representantes.

O castigo aplicado é fruto da má prestação das nossas equipas de futebol, nas competições africanas à nível de clube e Selecção. Participamos em vários campeonatos, mas somos quase sempre eliminados na primeira etapa.

Até agora, o futebol angolano esteve na ribalta com o 1º de Agosto na celebre final frente ao Esperance de Túnis, em pleno Estádio da Cidadela Desportiva, onde o grande Assis folhou o penálti que nos daria a taça. Em 2001, quando a Selecção sub-20 conquistou o africano da modalidade e em 2006 quando, pela primeira vez e a única até agora, Angola competiu no mundial da Alemanha ao lado de Portugal, México e Irão.

De lá pra cá nunca mais o nosso futebol brilhou. Fala-se tanto, reúne-se muito e os frutos não aparecem. Os responsáveis devem mudar as estratégias, falar pouco e fazer mais ou seja sair da teoria à prática.

Angola, se comparado com alguns países africanos, tem melhores condições, em termos de infra-estruturas e muita matéria-prima ou seja talento que podem brilhar no mundo do futebol. Os clubes devem dar mais atenção e valor aos escalões de formação e consolidarem a estabilidade técnica.

Por sua vez, a Federação Angolana de Futebol (FAF) poderia evitar as longas paragens do Girabola e programar o seu início para Janeiro de 2016. Tudo para que as equipas que representarem o país competirem com boa forma desportiva.

Evitando deste modo a falta de ritmo.Porque se os dois embaixadores conseguirem no mínimo chegar à fase de grupo, então em 2019 voltaremos a ter quatro clubes. Caso contrário vamos procurar consolo.

Por outro lado, o Ministério da Juventude e Desportos deveria reaproveitar os poucos campos de futebol 11 que o país, de modo particular Luanda, tem nos distintos bairros. Tudo para evitar que os mesmos sejam substituídos por prédios ou outra infra-estrutura, como já está a ser. Chega de ter olhos nos terrenos chamados campos para Futebol!

A título de exemplo, o bairro da Boavista, há anos que tinha cinco campos de futebol, Textangui-1, Cerâmica, Mata Gato, Fiasco e dos Bravadores. Nesses campos evoluíram atletas que já defenderam e elevaram a bandeira nacional, como Pedro Mantorras, Miloy, Mendonça, Tozé, Chinho e tantos outros que não me vem a memória.

Como vamos jogar futebol no bairro se não há campos. Para desfrutar da modalidade das multidões e que inflama paixões somos obrigados a percorrer vários quilómetros. Poxa! Assim, para onde chegará o nosso futebol?

Para recordar, até 2019, doze países continuam com quatro embaixadores, nas competições de Clubes da CAF, a saber: África do Sul, Argélia, Congo Brazzaville, Camarões, Côte d’Ivoir, Egipto, Tunísia, Mali, Nigéria, Sudão e República Democrática do Congo.

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